quarta-feira, 13 de abril de 2011

Minha barriga não é sua

Hoje lendo os ‘tuits’ de uma amiga que também tá nessa de esperar um bebê, me identifiquei com seus comentários sobre como as pessoas (desconhecidas até) se acham no direito de opinar constantemente sobre a nossa gravidez, pegar na barriga e contar suas histórias mirabolantes sem que a gente tenha sequer perguntado.
Eu ainda não me acostumei com as queridas vendedoras simpáticas que vêm pegando na minha barriga assim que eu entro nas lojas. Já não é muito bacana a família inteira fazer isso o tempo todo, quanto mais gente que você nem conhece! E isso me incomoda de um jeito... Parece que estou sendo privada de fazer qualquer movimento, fico dura, sem reação até que a tia da padaria tire sua mãozinha dali. Mas ela não vai fazer isso enquanto não perguntar de quantos meses você está, se é menina ou menino, qual o nome que você escolheu e ainda soltar um ‘Ah, mas tá uma grávida bonita! Bem gordinha!’ ¬¬ Isso se não perguntar quantos quilos você engordou, claro.
Gente, me diz por que ela quer saber? Por que o mundo está infestado de tias xeretas que não respeitam a privacidade de uma grávida que quer simplesmente comprar uns pãezinhos? Nunca peguei numa barriga desconhecida e depois dessa experiência, vou manter essa postura por toda a vida. Com certeza.
Talvez ainda piores, sejam as mulheres que chegam pra comentar as terríveis experiências que tiveram na gravidez. Adoram ressaltar que a pele ficou cheia de manchas, o pé do tamanho de um pão de ló, que o corpo ficou todo trabalhado nas estrias e o nariz inchou tanto que nunca mais voltou ao normal. Oi? Será que eu não posso me desesperar sozinha conforme as mudanças forem acontecendo no MEU corpo? Porque, felizmente, ele é diferente do seu e não quero ficar me preocupando com o tamanho do meu nariz, sendo que já tenho um quadril grande o suficiente pra me estressar.
E as histórias sobre o parto? Eu decididamente não quero saber se sua prima entrou em coma depois de uma cesariana mal sucedida ou se você levou 34 pontos na vagina porque seu médico te rasgou inteira. Não quero saber, obrigada. Os próprios programas destinados às gestantes, os sites e toda fonte de informação que eu busco já me dizem (e assustam) o suficiente sobre tudo isso. Então, por favor, não me conte mais nada.
Com certeza prefiro viver toda essa parte ‘mágica’ da gravidez sozinha, esperançosa de que minha história vai ter um final feliz e meu nariz vai continuar do tamanho que sempre foi. Aliás, histórias e comentários felizes, esses sim, são sempre bem-vindos. Me conta de novo como foi que aquela sua cunhada perdeu 20 quilos em um mês após o parto? :D

Dedicado à Rebecca Neto, que me inspirou e me entende.

5 comentários:

Alexandre disse...

Eu ja pus a mão na tua barriga tbm.. a Marina deixou.

Flávia Regina disse...

Mas tu pode Xande! Porque é meu amigo e não fica me contando coisas horríveis sobre a experiência de ter um filho :)

Rebeca disse...

Ainda bem que sou uma pessoa reservada e nunca coloquei a mão na barriga de ninguém :P

Dinda Lele disse...

Eu te compreendo maninha, são tantos comentários desnescessários, histórias trágicas
e passadas de mão na barriga que qualquer uma fica irritada ainda mais quando estamos com os hormônios a for da pele. Mas como EU AMO a MARINA, vou continuar chegando o mais perto dela que poço, ou seja, com a mão na sua barriga LINDA.

Anônimo disse...

Uma amiga minha depois de dois meses do nascimento da sua filha, já estava mais magra do que antes da gestação. =)